Interface cérebro-computador é a promessa para o futuro da comunicação

Os avanços tecnológicos vêm permitindo que a comunicação por impulsos elétricos entre o cérebro humano e as máquinas eletrônicas aconteçam. Essa nova forma de se comunicar é chamada de interface cérebro-computador (ICC), que consiste no diálogo direto entre o cérebro humano e um dispositivo externo.

Você deve estar se perguntando como isso acontece na prática, não é mesmo?

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O funcionamento básico da interface cérebro-computador consiste na medição periódica das diferenças de voltagem entre os neurônios. Esses sinais capturados são amplificados e filtrados, buscando melhorar a resolução e a clareza do sinal. Esse é, então, convertido em valores digitais e transmitidos para computadores, que processam esses sinais para realizar determinada tarefa.

Por meio dessa tecnologia, os cientistas conseguem, por exemplo, fazer uma pessoa com deficiência visual ou auditiva voltar a enxergar ou a ouvir, um grande passo para a evolução da inclusão da pessoa com deficiência.

Há poucos dias foi anunciado na imprensa que a US Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) planeja investir US$ 65 milhões no desenvolvimento de implantes neurais avançados que conectam os cérebros humanos a computadores para tratar deficiências sensoriais como a cegueira.

O anúncio não é a primeira boa notícia da DARPA, pois a agência já investiu em outro momento em tecnologias de interface cérebro-computador para criar projetos de tratamento de doenças mentais e restaurar lembranças de soldados feridos na guerra, por exemplo.

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Com essas pesquisas, a agência pretende desenvolver uma tecnologia para se comunicar com mais de um milhão dos 86 bilhões de neurônios do cérebro ao mesmo tempo, traduzindo os sinais eletroquímicos do cérebro nas sequências dê um e zero para que sejam interpretados por uma máquina.

Daqui para frente, dá para imaginar como será a comunicação em um futuro próximo?

Métodos não invasivos x invasivos

As técnicas não invasivas consistem na aplicação de sensores elétricos implantados na superfície do couro cabeludo. Um bom exemplo são os exames de eletroencefalograma, em que os eletrodos leem os sinais do cérebro e os enviam para computadores. Esses processam os sinais e realizam as mais diversas tarefas, desde realizar um exame até a movimentação de cursores em telas ou de braços mecânicos.

Já os métodos mais invasivos consistem na inserção cirúrgica de eletrodos na massa cinzenta do cérebro, em que a resolução dos sinais se torna muito melhor e requer aplicações mais complexas, uma vez que os sensores e geradores de sinais podem ser implantados diretamente nas regiões em que os sinais são gerados.

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As aplicações parcialmente invasivas consistem em adicionar os eletrodos fora da massa cinzenta, mas ainda dentro do cérebro. Esses métodos possuem os mesmos problemas das cirurgias, mas trazem como vantagens o não bloqueio causado pelo crânio e a não formação de cicatrizes na massa cinzenta.

O aprimoramento desse tipo de pesquisa está relacionado aos avanços da neurofisiologia e computação/tecnologia. As pesquisas iniciais dedicaram-se ao desenvolvimento de dispositivos de comunicação de pessoas que perderam o controle muscular voluntário, mas não apresentavam danos cognitivos.

A ética e as pesquisas

Sabemos que novos equipamentos são criados e pesquisas acontecem por aí, mundo afora. Porém uma grande questão ética acompanha a real implementação e aplicabilidade da interface cérebro-computador, assim como o que envolve a área da saúde quando são apresentadas grandes mudanças na intenção de curar ou atuar em certos tratamentos.

Atualmente, os equipamentos estão sendo usados principalmente para o tratamento de doenças neurológicas. No entanto, outros comportamentos do indivíduo podem ser modificados, uma vez que o cérebro é alterado, o que amedronta boa parte da população leiga quando lê sobre o assunto de forma superficial.

Como o tema neste artigo é a evolução da comunicação, o Facebook não poderia ficar de fora. Entre as novidades anunciadas pela empresa há pouco tempo, foi apresentado que as equipes estão trabalhando no desenvolvimento de uma plataforma de interface cérebro-computador em que as pessoas poderão operar a máquina por meio do pensamento.

A ideia é permitir que a pessoa digite apenas com o esforço da mente e sem implantes invasivos. Para isso, seria necessária a utilização de imagens ópticas para escanear o cérebro, cem vezes por segundo, detectá-lo e traduzi-lo em texto. Dessa forma, pode ser possível que as pessoas digitem 100 palavras por minuto, ou seja, 5 vezes mais rápido do que digitá-las em um telefone.

Além disso, as interfaces entre cérebro e computador poderão permitir que as pessoas controlem a realidade aumentada e a realidade virtual, com sua mente, substituindo uma tela ou controlador.

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O Facebook vem investindo cada vez mais em pesquisas desse tipo. A empresa investe em tecnologia para possibilitar que as pessoas escutem por meio de hardwares e softwares interligados com a pele, mais uma solução para pessoas com deficiência auditiva.

Todos esses exemplos citados acima nos servem de base para mostrar como os milhares de neurônios já estão sendo estudados simultaneamente, além de demonstrar que já existem computadores com velocidade de processamento muito maior que de nosso cérebro.

Nosso conhecimento sobre a linguagem das células cerebrais avança rapidamente. Quanto mais estudos sobre o cérebro acontecem, mais ele nos impressiona. Chegamos na era em que é possível controlar objetos remotamente, apenas pensando em um movimento. É o cérebro trabalhando com a tecnologia.

Isso poderá ajudar milhões de pessoas a conquistar mais liberdade e a superar as debilitantes dificuldades motoras causadas por doenças.

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