Novos aplicativos vão na contracorrente dos algoritmos

Quem nunca pesquisou algumas opções de destinos para passar as férias e depois viu que, em alguma das páginas que navegou para ver e-mail ou abrir o Facebook, havia aparecido um anúncio com novas sugestões de destino, ou propaganda de cias aéreas? Essa “mágica” não acontece por acaso. Todos os dados digitados por você estão sendo processados em uma nuvem feita de códigos, e esses códigos são formados por algoritmos que modificam e controlam o mundo de uma forma mais intensa.

Lembrando que algoritmo é um termo definido, pelos cientistas da computação, como o conjunto de regras que determina uma sequência de operações. Dessa forma, eles podem ser entendidos como uma série de instruções que dizem ao computador como resolver certo problema ou atingir determinado resultado.

Um grande exemplo é o Google! Já houve uma época em que os mecanismos de busca disputavam entre si o topo na internet. Depois de algum tempo, nasceu Google com seu inovador algoritmo PageRank. Hoje, a empresa capta 66,7% do mercado norte-americano de buscas, seguida pela Microsoft (18,1%), Yahoo (11,2%), Ask (2,6%) e AOL (1,4%).

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O PageRank é, nada mais nada menos, que um conjunto de programas automatizados, chamados ‘spiders’ ou ‘crawlers’, e possui um grande índice, contendo palavras-chave e suas localizações. O algoritmo é capaz de avaliar o número e a qualidade dos links que levam a cada página e, assim, determina o quanto importante o site é. A conta é simples: quanto mais valioso um site for, maior a probabilidade de existirem links direcionados a ele.

Fato é: tudo o que colocamos na nuvem estará para sempre na nuvem. Ou seja, por mais que as informações sejam apagadas, em algum lugar, será possível combinar códigos, e os algoritmos mostrarão quais caminhos foram percorridos por aquela pessoa, em todas as suas buscas e navegações. Interessante e, ao mesmo tempo, assustador, não é mesmo?

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Esta frase mágica que aparece em sites e serviços como o Netflix, por exemplo, que costumam monitorar os itens comprados e filmes assistidos e então sugerir itens relacionados baseados nos hábitos de outras pessoas que fizeram as mesmas escolhas que você. A priori, esse tipo de sistema parece ser extremamente útil, mas sua natureza automatizada também pode torná-lo impreciso e questionável.

O PageRank, do Google, e o feed de notícias do Facebook, por exemplo, podem criar um tipo de algoritmo chamado “bolha de filtros”, fenômeno em que os usuários perdem o contato com notícias que vão contra seus pontos de vista. Isso poderia resultar no que alguns estudiosos chamam de “determinismo da informação”, que ocorre quando nossos hábitos de navegação anteriores estabelecem para onde vamos no futuro.

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Voltando um pouco no tempo, quando surgiram os primeiros computadores na década de 1940, foram publicados dois importantes trabalhos que lançaram as bases teóricas para o conceito de “Sociedade da Informação”. Norbert Wiener, matemático do MIT, publicou o livro “Cybernetics: Control and Communication in the Animal and the Machine” em que falava sobre esses paralelos entre os seres vivos, máquinas ou sociedades e sua capacidade de utilizar a informação para se autorregular, aumentando assim suas chances de sobrevivência.

Na mesma época, Claude Shannon, um matemático e engenheiro afiliado ao MIT, publica o paper “A Mathematical Theory of Communication”, em que elaborava um método para tratar qualquer informação de maneira quantitativa, independentemente do seu significado. Ou seja, a informação passava a ser uma medida simples da comunicação entre dois pontos.

Com esses dados históricos e embasados em tantos outros teóricos que estudam a sociedade da informações e seus aspectos, podemos comprovar o quanto influente os algoritmos são e o poder que têm, mesmo que silenciosamente, de mostrar caminhos para as escolhas da pessoas que vivem na atual sociedade.

Ousadia na contracorrente

Ano passado foi lançado o aplicativo Mappa, uma plataforma digital brasileira que serve como um guia para navegar por conteúdos que dizem “tirar você da bolha”. Com um propósito humanista, além de recomendar conteúdos interessantes para assistir, ouvir e ler, o aplicativo torna possível que seus usuários tracem os próprios trajetos de busca na rede.

Para isso é necessário que algumas perguntas sobre o usuário sejam respondidas e depois indicados quais caminhos serão utilizados. Da junção dessas escolhas e das rodadas de perguntas que vão sendo feitas ao longo da navegação, a plataforma vai sugerindo novos conteúdos porém com aspecto customizado.

A grande “sacada” do aplicativo é ir na contracorrente das combinações automáticas dos algoritmos e frear as escolhas dos usuários por produtos do mainstream, por exemplo. Sabemos que, por mais tentador que seja ver duas, três, quatro séries na sequência, é necessário parar para pensar sobre o conteúdo a que assistiu, alimentando assim mentes mais pensantes.

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Com uma linguagem superdescolada, o aplicativo apresenta o próprio algoritmo como “algoritmo detetive”, e ainda completa: “imagine ser entrevistada por uma mistura de Sherlock Holmes com Marília Gabriela.”

A curadoria de conhecimento que eles concebem é algo diferenciado do mercado, segundo a publicidade apresentada, pois envolve um processo de identificação das necessidades pessoais aliadas ao conhecimento. Ou seja, estão pensando na forma como apresentar aquele conteúdo, mas de modo que ele faça a diferença para o consumidor.

Estratégias como esta, de inovação tecnológica, estão nascendo e virando negócio de novos empreendedores. O olhar da sociedade em relação a si mesmo está ficando cada vez mais crítico e tornando o leque de novas possibilidades extremamente interessante.

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