Overview do e-commerce: saldo positivo

Os números do e-commerce no Brasil são positivos. As previsões econômicas para 2017 estão se cumprindo, e o crescimento das receitas acelera e tende a melhorar ainda mais até o fim do ano. Em 2016, o faturamento do comércio eletrônico totalizou 44,4 bilhões de reais, alta de 7,4% em relação a 2015, de acordo com a Ebit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico.

Você sabia que um dos principais fatores para a previsão do crescimento do e-commerce este ano é a contínua entrada de novos consumidores no mercado, com migração dos clientes de lojas físicas para o ambiente virtual? Além disso, os consumidores passaram a sentir mais segurança e confiança no momento da compra; surgiram plataformas de negociação derivadas de novos canais, como o social commerce - comércio proveniente de plataformas sociais -; além do uso maior dos meios de pagamentos eletrônicos como os cartões de crédito.

Segundo a previsão da Ebit, o valor médio das compras deve aumentar em 8% em 2017, chegando a R$ 452,00 enquanto o volume de pedidos deve aumentar 3,5%, para R$ 110 milhões. No ano passado, o tíquete subiu 8% na comparação anual, e o número de pedidos ficou praticamente estável.

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Nesta última edição da pesquisa, as previsões apresentadas estimam “que 2017 será mais um ano para o e-commerce brasileiro caminhar novamente na contramão dos outros setores” (pg. 23)

Nos últimos dois anos, houve um destaque para a categoria “Moda e Acessórios”, que se manteve na liderança em volume de transações do comércio eletrônico. Devido ao conforto em se comprar artigos de vestuários na internet, além dos investimentos em tecnologias e melhorias na padronização dos produtos pelas empresas.

Outro ponto forte é o posicionamento de mercado por meio das redes sociais digitais. Pinterest e Instagram, por exemplo, são redes sociais focadas na imagem e têm se destacado como estratégias fantásticas para o e-commerce de roupas, sapatos e acessórios.

O cartão de crédito continua sendo o meio de pagamento preferido do brasileiro, utilizado por 62% dos consumidores em sua última compra, seguido do Paypal, com 28%. Se considerarmos o boleto, com 9%, sendo a terceira opção de pagamento, todos apresentam praticamente a mesma preferência, se comparado ao ano anterior.

E quais são os segmentos líderes de vendas até o ano passado? Vamos ao ranking:

  • 1º) Eletrônicos
  • 2º) Informática
  • 3º) Moda e acessórios
  • 4º) Telefonia e celulares
  • 5º) Brinquedos e games
  • 6º) Cosméticos e perfumaria
  • 7º) Acessórios automotivos
  • 8º) Livros
  • 9º) Casa e decoração
  • 10º) Esporte e lazer

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A nova safra de empreendedores vem trazendo um jogo diferente para o e-commerce que aponta para um futuro próximo com outros tipos de produtos.

Comida: Mercadinhos, delicatessen e padarias são tendências que têm grande potencial e demanda no momento, além dos pequenos nichos a serem explorados, como o do vinho, cerveja, carnes nobres, produtos orgânicos, bolos e tortas.

Produtos personalizados: Camisetas, canecas, brindes em geral que possam ser personalizados de acordo com o gosto do cliente. Negócios como esses estão surgindo aos montes!

As maiores empresas do setor

A Sociedade Brasileira do Varejo e Consumo, a SBVC publicou, em dezembro do ano passado, sua última pesquisa com o ranking das 50 maiores empresas brasileiras do e-commerce no Brasil.

Apenas este seleto grupo formado pelas 50 maiores operações de comércio eletrônico do País movimentou, em 2015, um total de R$ 30,529 bilhões, o equivalente a pouco mais de 73% das vendas totais do e-commerce brasileiro (calculado pela Ebit em R$ 41,3 bilhões).

As líderes do ranking brasileiro são empresas que estão entre as pioneiras do setor, mostrando que a contínua presença on-line gera reconhecimento da marca, credibilidade e confiança, impulsionando as receitas. Ao mesmo tempo, empresas mais novas, porém já com histórico comprovado de eficiência, competitividade e estrutura, conseguem obter espaço, mostrando que o varejo on-line possui espaço a ser explorado.

Se falarmos das 10 maiores empresas do e-commerce brasileiro, podemos dizer que cinco são grupos multicanais e cinco operadores pure play. Entre os multicanais estão Magazine Luiza, Máquina de Vendas, Grupo Herval, Dell e Fast Shop, mostrando uma concentração no setor de eletroeletrônicos, desde sempre um dos mais representativos no varejo on-line.

Já entre as empresas nascidas na internet estão B2W, Cnova, Privalia, Netshoes e GFG/Dafiti. Enquanto os dois primeiros são os grandes operadores multicategorias do mercado brasileiro, os três seguintes mostram a força do setor de vestuário e artigos esportivos no comércio eletrônico.

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Curiosidades

O e-commerce no Brasil já tem história, e muita! Até 2001, muitas empresas surgiram, na primeira onda mundial de desenvolvimento do e-commerce, buscando espaço na internet, que ainda convivia com conexões discadas e limitados. Lembra dessa época?

Nessa era da definição de conceitos em que os sites eram pouco mais que versões eletrônicas dos catálogos em papel, há 14 empresas entre as 50 maiores do e-commerce brasileiro.

A mais antiga é a Livraria Cultura, que teve início na plataforma on-line em 1995, o que faz muito sentido em um momento no qual livros eram uma das poucas categorias de produtos em que se via grande viabilidade para o e-commerce. Ainda assim, nos anos seguintes, varejistas de diversos setores começaram a construir sua presença on-line: Saraiva, Ri Happy, Hering, Sunglass Hut, Dell, Polishop, Marisa, Angeloni, Magazine Luiza, Netshoes, Fast Shop, Lojas Colombo e Rockstore abrem lojas on-line e começam a desbravar o e-commerce brasileiro.

Vale ressaltar que as empresas que formaram a hoje líder B2W (Submarino, Americanas.com, Shoptime.com) estavam entre as pioneiras, desenvolvidas na década anterior, e já ocupavam posições de destaque no País.

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O surgimento da B2W marca o primeiro grande movimento de consolidação do varejo on-line nacional, a partir de uma visão de mercado de capitais, em que se pretendia criar uma espécie de “Amazon brasileira”, com escala e visão estratégica. Nesse mesmo período, muitos varejistas multicanal desenvolveram operações de e-commerce separadas de suas operações físicas, alguns deles buscando a abertura de capital no futuro.

Hoje vemos este cenário cada vez mais fortalecido. E sua empresa, faz parte desse evento tecnológico de compras? Podemos desenvolver um produto diferenciado para sua marca. Entre em contato com a gente.

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